Câncer de útero: colo do útero e endométrio, em Curitiba
Duas doenças diferentes, tratadas com o mesmo cuidado: câncer de colo do útero e câncer de endométrio, com protocolos personalizados e acompanhamento humanizado no Oncocentro Oncologia e Imunoterapia (Juvevê, Curitiba).
Câncer de colo do útero
Por que costuma ser silencioso no início
Muita paciente adia o preventivo com o mesmo raciocínio: "não sinto nada, deve ser bobagem". Nos estágios iniciais, as alterações nas células do colo do útero raramente causam dor ou qualquer sintoma perceptível — é exatamente por isso que o exame preventivo (Papanicolau) existe: ele encontra alterações antes que o corpo dê qualquer sinal, numa fase em que o tratamento tende a ser mais simples.
Quando a dor aparece, e outros sinais de atenção
Quando a dor pélvica se torna persistente, geralmente é sinal de que a doença já progrediu. Isso não significa que toda dor pélvica é câncer, mas significa que dor persistente nunca deve ser "esperada pra passar". Também merecem avaliação: sangramento fora do período menstrual, sangramento após a relação sexual, sangramento após a menopausa, corrimento vaginal com odor incomum e dor durante a relação sexual.
Prevenção e tratamento: a vacina do HPV e a imunoterapia
A vacina do HPV é a principal estratégia de prevenção. A imunoterapia entra como opção de tratamento para quem já tem a doença estabelecida, atacando o tumor com precisão. Para mulheres tratadas de lesões pré-invasivas (NIC 2/3), a genotipagem do HPV após o tratamento funciona como "teste de cura" — um resultado negativo é considerado indicador confiável de ausência de recidiva. Para o câncer já invasivo, o acompanhamento pós-tratamento segue outro protocolo (exame clínico, citologia e imagem), sem indicação de teste de HPV como rotina.
Leia mais: quando a dor aparece e HPV, imunoterapia e cura molecular.
Câncer de endométrio
Oncologia de precisão: os 4 grupos moleculares
A oncologia de precisão mudou o tratamento do câncer de endométrio avançado. Hoje a doença é classificada em quatro grupos moleculares, e saber o grupo exato dita o sucesso do tratamento:
- POLE-mutante: prognóstico excelente, risco muito baixo de recidiva.
- dMMR: responde de forma brilhante à imunoterapia.
- p53-anormal: tumores mais resistentes, exigem estratégias combinadas.
- NSMP: perfil que demanda um olhar minucioso para definir a melhor conduta.
Imunoterapia como padrão-ouro
Estudos internacionais como o RUBY e o DUO-E confirmaram a imunoterapia (pembrolizumabe e dostarlimabe) como padrão já no início do tratamento de casos avançados ou recorrentes, com maior benefício no grupo dMMR. Para doença que já progrediu após quimioterapia com platina, a associação de pembrolizumabe com lenvatinib ajuda a superar a resistência nos subtipos mais difíceis.
Leia mais: oncologia de precisão e os 4 grupos moleculares.
Perguntas frequentes
Nos estágios iniciais raramente causa dor ou sintomas perceptíveis. O exame preventivo (Papanicolau) encontra alterações antes de qualquer sinal do corpo.
Pode ser sinal de que a doença já progrediu. Nem toda dor pélvica é câncer, mas dor persistente sempre merece avaliação.
POLE-mutante, dMMR, p53-anormal e NSMP — cada um com prognóstico e resposta ao tratamento diferentes.
São aceitos diversos convênios, incluindo Unimed, Bradesco Saúde, Sul América Saúde, Amil, Cassi e particular. Lista completa no perfil do Doctoralia.