Blog · Câncer de Colo do Útero
Câncer de colo do útero: HPV, imunoterapia e cura molecular
A forma como tratamos o câncer de colo do útero mudou drasticamente nos últimos anos. Saímos do medo da quimioterapia agressiva para a segurança de tratamentos personalizados, como a imunoterapia. Hoje, o foco é atacar o tumor com precisão, preservando o que há de saudável através dos protocolos mais recentes da oncologia.
Prevenção: a vacina do HPV
O conhecimento é a ferramenta mais forte para vencer o câncer de colo do útero. A vacina do HPV é a principal estratégia de prevenção, evitando que a infecção evolua para lesões precursoras ou câncer. Já a imunoterapia entra como opção de tratamento para quem já tem a doença estabelecida — são duas frentes complementares, em momentos diferentes da jornada, sempre com protocolos modernos e acolhimento em cada etapa.
Lesões pré-invasivas: o "teste de cura" pelo HPV
Para mulheres tratadas de lesões pré-invasivas do colo do útero (as chamadas NIC 2/3, antes de virarem câncer), o vírus que causa a doença pode persistir mesmo após o procedimento. Nesses casos, a genotipagem do HPV após o tratamento funciona como "teste de cura": um resultado negativo é hoje considerado, na literatura médica, um indicador mais confiável de ausência de recidiva do que a própria biópsia da margem cirúrgica.
Importante: para o câncer de colo do útero já invasivo, o acompanhamento pós-tratamento segue outro protocolo — exame clínico, citologia e exames de imagem conforme o caso —, sem indicação de teste de HPV como rotina nas diretrizes atuais (NCCN/ESMO). Cada situação deve ser avaliada individualmente com o oncologista.
Acompanhamento em cada etapa
Da prevenção ao seguimento pós-tratamento, o acompanhamento é feito de forma próxima e individualizada, com explicações claras sobre cada exame e decisão ao longo do caminho.